Cilindro de GNV que enche mais que sua capacidade: isso é possível?

Ao desconfiar de fraude relacionada ao abastecimento do cilindro de GNV, motorista pode fazer denúncia à ANP


Tem motorista que chega no posto para abastecer e sai de lá com o cilindro de GNV “mais cheio” do que a capacidade do próprio equipamento. Por exemplo, tem um cilindro de 15m³, mas o marcador mostra que abasteceu com 17m³ de gás. Mas isso é possível?

Segundo o Inmetro, algumas variáveis devem ser consideradas. “Dependendo da temperatura e da pressão de abastecimento, a capacidade volumétrica do cilindro pode diferenciar (para mais ou para menos) da ‘nominal’ (aquela identificada no cilindro)”, diz o órgão.

Funciona assim:

  • Quanto mais fria a temperatura, mais gás se comprime no cilindro. Quanto mais quente, menos gás.
  • Quanto maior a pressão do gás, mais gás se comprime no cilindro. Quanto menor a pressão, menos gás.

Seguindo essa lógica, o ideal seria abastecer em um dia mais frio, com o carro ainda pouco aquecido e na pressão normatizada, que é de 200 kgf/cm2 (com tolerância de mais ou menos 10%).

Mas, na verdade, o mais provável é caber menos gás no cilindro de GNV do que a sua capacidade nominal devido a fatores, como:

  • a temperatura durante o enchimento;
  • o próprio aquecimento ocorrido durante o abastecimento;
  • a existência de resíduos de óleo dentro do cilindro, que ocupam espaço útil, diminuindo o volume inicial.

A MAT, renomada fabricante de cilindro de GNV, esclarece que a forma correta para medir a capacidade é em volume de água. Tanto que é essa informação, da capacidade em litros, que fica gravada na ogiva do cilindro, em atendimento às normas.

Quando a medição é feita em “litros de água”, não se aplicam essas variáveis que afetam o comportamento do gás.

No entanto, a unidade metro cúbico é utilizada no sistema de abastecimento do posto na hora em que o gás está sendo medido para cobrança. E isso acaba sendo um ponto que gera certa confusão.

Além disso, para entrar mais combustível do que a capacidade, a bomba deveria comprimir a uma pressão maior do que a usual, de 220 bar. Mas isso não é permitido por não ser seguro.


Veja também: Motorista deve estar atento à pressão do GNV no abastecimento


Inclusive, como o Inmetro sugere, postos de abastecimento que aplicam pressões superiores podem ser denunciados à ANP. A denúncia também pode ser feita quando o motorista desconfiar de fraude na quantidade de gás informada no abastecimento, especialmente quando for apontado volume acima da capacidade do cilindro de GNV.


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